5 passos para cuidar do arco do seu violino.

Arcos: O que não te contaram!

Este texto resume em algumas linhas, como, onde e porque, ao longo de pouco mais de três séculos, uma prosaica vareta curvada em forma de arco se converteu nessa “varinha mágica”, que dá voz ao violino, o arco.

Podemos deduzir, então, que ele merece todos os cuidados dispensados ao violino:    

Limpe, conforme este vídeo;

Solte a crina depois de tocar (mandamento…). A intenção é preservar a curvatura original ao máximo possível. Pode-se retificá-la, mas sempre com algum prejuízo da resistência, conseguida na primeira vez que o fogo interage com as fibras da madeira. Por outro lado, no sentido longitudinal, o arco deve ser reto como uma flecha (com perdão do trocadilho) ou, como preferem alguns autores, discretamente curvado no sentido oposto ao que se toca, a fim de aumentar sua resistência lateral;

Teste a tensão da crina, pressionando com a ponta do dedo o lado que fica em contato com a corda e o lado oposto, conforme o vídeo. Se um lado estiver mais tenso que o outro, ocorrerá uma torção da baqueta no sentido oposto, conforme as leis da física. As causas prováveis são: fadiga das fibras da madeira, o talão desalinhado em relação à ponta e a distribuição das crinas de modo não uniforme, motivo pelo qual não se deve usar o arco faltando muitas crinas;

Confira o comprimento adequado da crina – com o talão em sua posição inicial e a crina completamente distensionada, esta deve se manter homogênea e paralela em relação à baqueta. Sendo assim, poucas voltas no botão serão necessárias para se obter a tensão desejada. Caso contrário, com a crina muito comprida e, portanto, com a necessidade de se levar o talão até seu limite máximo para conseguir alguma tensão, alguns problemas podem surgir: o deslocamento do *ponto de equilíbrio, dificultando todos os golpes de arco, a resposta lenta em função da pouca tensão e o risco de trincar a vareta quando se força o limite do talão. 

A crina possui um potencial elástico semelhante ao das cordas, e é muito comum que depois de uma ou duas semanas, a crina nova tenha se esticado alguns centímetros, dependendo da qualidade da crina e do clima. Sendo assim, é uma boa ideia combinar um recall com seu Archetier de confiança, caso isso venha a ocorrer.

Aplique grafite sobre a rosca do parafuso, para que este gire sem esforço, prevenindo travamentos.

Esclarecimento: nenhum espécime de Pau-Brasil  foi vítima de maus tratos durante as filmagens. Nas cenas mais fortes, como a simulação da curvatura barroca ou crina super comprida, optou-se por um exemplar cênico feito de carbono, recomendado também para concertos ao ar livre bem como arma de defesa pessoal.

Consulte sempre um Archetaio (versão italiana) de sua confiança!

*   o ponto de equilíbrio ideal deve distar entre 23cm e 25cm do final da baqueta.

 

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