Como trocar as cordas do violino

Texto por: Ale Cunha

Ao contrário dos cantores, nossas cordas precisam ser substituídas periodicamente, em geral entre 3 e 6 meses a depender do tipo de corda e do tempo de uso diário (e da taxa de câmbio).

Dicas simples para aumentar a vida útil e evitar rompimentos precoces:

A corda nova vai demorar entre 2 e 3 dias para concluir o processo de estiramento e estabilizar-se em torno da afinação para a qual foi projetada. Aplicar grafite (lápis), generosamente, nos pontos de contato da corda com o cavalete e com a pestana, vai garantir que o atrito do metal com a madeira seja superado.

Além do pano seco para remover o suor e o breu das cordas depois de tocar, existe agora no mercado, paninhos umedecidos que limpam e criam uma película protetora sobre a corda, dificultando a absorção de sujeira e facilitando a digitação.

A substituição das cordas deve ser feita uma por vez, da mais grave para a mais aguda, sempre re-afinando e corrigindo qualquer eventual deslocamento do cavalete, conforme o video. Sendo a corda mi a mais estável, é recomendável trocá-la apenas depois que as demais já estejam estabilizadas.

É necessário enrolar a corda na cravelha de forma organizada, com cuidado para não sobrepor e apertar a corda contra a caixa de cravelha, pois isso forçaria a caixa ocasionando o travamento da cravelha.

As cravelhas são o outro elemento vital desse sistema responsável pela afinação. Por serem feitas de madeira assim como o resto do instrumento, estão sujeitas ao fenômeno da dilatação e contração em função das condições climáticas, como calor e frio, umidade relativa etc., ocasionando dois problemas tão recorrentes quanto irritantes: cravelhas que travam e
cravelhas que não seguram a afinação.

Via de regra, quando as cravelhas estão instaladas da maneira correta, com a conicidade perfeita entre a cravelha e seu furo correspondente, elas devem girar sem esforço e parar onde se deseja. Caso contrário, dois truques paliativos podem ser usados: Aplicar grafite nos pontos de contato da cravelha com a caixa de cravelhas, para que voltem a girar sem esforço ou um pouco de giz para cravelhas que se soltam. Pode-se assim aumentar ou diminuir o atrito em função do problema.

Importante! Nunca force cravelhas que se soltam, porque isso vai ocasionar um alargamento do furo até um ponto em que as paredes da caixa de cravelhas se tornam frágeis e trincam! Na dúvida troque sempre as cravelhas, são acessórios, e preserve o instrumento. Procure sempre um Luthier da sua confiança.

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