OSUSP de volta ao palco em temporada com gravações de concertos inéditos

A Orquestra Sinfônica da USP volta a ocupar o seu palco principal para gravação de série de concertos que serão disponibilizados ao público online

 No próximo dia 26 de julho a OSUSP volta a ocupar o Anfiteatro Camargo Guarnieri para iniciar uma série de gravações que serão transformadas em vídeos para lançamento digital. Ainda sem a presença do público, atendendo às restrições que permanecem necessárias frente à crise pandêmica, a orquestra assumiu o compromisso de voltar ao campus da universidade para o reinício das atividades da temporada de concertos.

Por conta do isolamento social, ainda no início de 2020, a OSUSP passou a realizar gravações a distância. Um segundo passo foram as gravações de música de câmara, em que os músicos passaram a se reunir em pequenas formações. Com a reabertura gradual das atividades, a orquestra volta neste segundo semestre a ocupar o palco com formações maiores, de forma progressiva, até os concertos de encerramento da temporada, quando contará com o seu contingente completo.

Na impossibilidade momentânea de contar com o público presencial em suas apresentações, a OSUSP produzirá uma série de vídeos de seus concertos, contando com equipes especializadas na edição de áudio e imagens musicais, disponibilizando um rico acervo para os internautas. Além das obras que irão integrar o projeto especial 3vezes22, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, serão realizadas sessões de lançamento dos concertos no canal da orquestra no Youtube, em que os músicos apresentarão detalhes sobre o repertório e os desafios que encontraram para encarar esse novo formato de interação.

O primeiro vídeo da temporada, gravado ainda em estúdio, já está disponível no canal da OSUSP do Youtube, e apresenta o pianista Cristian Budu, prestigiado instrumentista de sua geração ao lado do diretor da orquestra e fagotista Fábio Cury. No repertório, duas sonatas de Beethoven escritas originalmente para violoncelo e que ganharam versões para piano e fagote.

A programação

“A OSUSP ficou muito tempo distante do Anfiteatro Camargo Guarnieri, sua sede, que passou por uma longa e complicada reforma. Feita a mudança, fomos

Fábio Cury, diretor da OSUSP

surpreendidos pela pandemia, o que, entre outras coisas, nos deixou frustrados por não ocupar a casa da orquestra”, aponta o diretor Fábio Cury. “Diante das restrições pandêmicas, a orquestra adaptou-se para mostrar um repertório camerístico que coloca em evidência o talento e a excelência de nossos instrumentistas.  Contudo, depois de quase um ano e meio longe dos palcos, e com a progressiva vacinação, a orquestra se propôs a voltar paulatinamente para oferecer uma programação de alta excelência. Traremos obras do repertório canônico que se mesclam com novidades, o que tem sido uma marca registrada do grupo nas últimas temporadas”, aponta. “Isso vai nos aquecendo para receber o público presencialmente assim que for possível!”, conclui o diretor.

Os músicos de volta

Iberê Carvalho: o violista será solista da obra de Radamés Gnatalli no primeiro programa da temporada

O violista Iberê Carvalho é o solista convidado para a primeira gravação, em que interpretará o Concerto para Viola e orquestra de cordas, de Radamés Gnatalli, sob regência da maestrina Natália Laranjeira. “A pandemia colocou nossa vida em choque e todo nosso fazer musical também. Tem sido importante ressignificar a solidão, vê-la sob outro ponto de vista, do autoconhecimento e do autocuidado”, avalia Iberê.  “Agora me preparo para finalmente voltar aos palcos, e o melhor: dividi-lo com outros músicos”, comemora. “O som da orquestra afinando, as indicações da maestrina, tudo isso parece que foi a uma eternidade, mas ao mesmo tempo que foi ontem. Mesmo sem público e no formato de gravação, com certeza será um grande momento de música e representatividade”, afirma.

Modernismo musical

A regente Natália Larangeira conduz a orquestra com um repertório eclético com obras coloniais e modernismo musical

Tendo em vista a aproximação das celebrações de 22 – o bicentenário da Independência e o centenário da Semana de Arte Moderna – a Universidade de São Paulo realiza diversas ações

para refletir e ressignificar os acontecimentos desses eventos que impactaram em toda a formação da nação e de sua arte. No bojo dessas iniciativas, a OSUSP irá gravar um repertório de obras coloniais, fruto de pesquisa histórica, além de composições que marcaram o modernismo na música mundial, incluindo o Prélude à l’après-midi d’un Faune, de Claude Debussy, e a versão para língua portuguesa de História do Soldado, de Igor Stravinsky. Pensando na atualidade, que motivou o título do projeto 3x22, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, a orquestra encomendou uma obra inédita ao compositor Arrigo Barnabé para representar a contemporaneidade, completando um ciclo de três séculos de inovações musicais.

Tradição e vanguarda

A partir de setembro a OSUSP realiza a série integral dos Concertos de Brandemburgo, na qual além das seis obras compostas por J.S. Bach irá incluir outras seis cantatas do mestre barroco, incorporadas por Bruce Haynes, que possuem correspondência com os originais e se tornaram referência para a execução da obra desde a estreia do formato, em 2011.

Em contraponto ao repertório sinfônico tradicional, os compositores Paulo C. Chagas e Gabriel Levy foram convidados a realizar obras em que a intertextualidade artística esteja presente, fazendo uso da tecnologia para a performance musical birrelacional em tempo real, utilizando-se também das artes visuais para a criação e uma obra artística audiovisual.

A vice-diretora da OSUSP, Cassia Carrascoza, que está coordenando os trabalhos da orquestra com o compositor Paulo C. Chagas, explica que a criação “é uma obra audiovisual e telemática que versa sobre a liberdade em diferentes camadas, com realização aberta e personalizada, e composta por partes sonoras e visuais gravadas que serão processadas eletronicamente”. O primeiro movimento da obra é composto por uma escrita orquestral tradicional para grupo de câmara, o segundo é para flauta baixo e eletrônica e o terceiro reúne um conjunto de seis partes individuais não sincronizadas, onde cada parte é gravada individualmente e editada numa espécie de cânon. “É um trabalho que integra a formação sinfônica de maneira pioneira e única, que dialoga com a atualidade, integrando na prática musical da orquestra tecnologia de ponta, formas musicais que se desprendem da renascença e a discussão política sobre a liberdade”, explica Carrascoza.

Evolução da temporada

Até o final do ano pretende-se que a orquestra vá progressivamente ganhando corpo, incluindo formações maiores em cada etapa, na expectativa da flexibilização das restrições impostas pela pandemia. Já em novembro a OSUSP deverá contar com todo seu contingente de músicos em uma grande formação orquestral. Na celebração do Dia da Consciência Negra, a orquestra recebe a maestrina Alba Bonfim para a gravação do Concerto para Flauta e Orquestra, de Renan Mendes. Nos dois concertos seguintes, destacam o Concerto Grosso 1, de Alfred Schnittke, para cravo e piano preparado, e a estreia brasileira da obra Variations for Guitar and Orchestra, de John Corigliano.

Público Digital

Desde o início do ano a OSUSP vem realizando e lançando webséries em suas redes sociais, como forma de manter-se atuante frente ao distanciamento com o público. O Café do Intervalo, em que músicos da orquestra nos convidam a conhecer detalhes de seus instrumentos, é um programa de formato rápido e descomplicado, bem ao estilo que o nome da série sugere. Aprofundando o tema e dando voz à história dos músicos, o Happy Hour da OSUSP apresenta depoimentos e narrativas em primeira pessoa da trajetória musical dos instrumentistas.

Valorizando o perfil universitário da orquestra, a OSUSP Debates, série mensal de transmissões ao vivo em que especialistas discutem temas presentes no ambiente da música de concerto, já abordou questões como a presença feminina e o envelhecimento dos músicos nas orquestras sinfônicas.

A mais nova das séries, Música no Campus, que teve início em junho, insere a participação de músicos em solos ou pequenas formações dentro do ambiente universitário. Valorizando o fazer musical nos espaços da universidade, a orquestra reocupa os espaços da instituição ressignificando o sentido musical presente neles.

Orquestra Sinfônica da USP - em sintonia com o futuro

Site

http://www.osusp.prceu.usp.br/

Vídeos publicados

https://www.youtube.com/c/OSUSP/videos

 

Release e Fotos para divulgação

https://drive.google.com/drive/folders/1jrqmZtCKqXaV32cAbVnzfKvxCIb5aFPH

Assessoria de Imprensa

Contato: Tiago Luis Cesquim

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